Adaptação. Esta é a palavra-chave necessária a humanidade, e caso eu esteja errado que os historiadores, sociólogos e biólogos que se manifestem. É preciso saber se adaptar, porém, não é uma coisa que se ensine nas escolas, ou em pós-graduações em Paris ou mesmos nos filmes infantis da Disney.
Adaptação é o tipo de característica que para alguns já é nata, mas para os românticos e sonhadores a necessidade de desenvolvimento dessa benção só aparece diante de situações delicadas: termino de relações, descobrimento de traições, reprovação em seleções, óbito de familiares, etc.
Faz parte do amadurecimento de cada um aprender a lidar com as frustrações que a vida nos coloca, e a primeira delas é aprender que sim, um dia você não terá mais festas de aniversários ou ganhará ovos de páscoa ou mesmo presente do dia das crianças. Para mim foi um tormento passar por cada uma dessas experiências, afinal, é um choque. Você se encontra naquele ritmo, todo ano ganhando presentes e chocolates e de repente você escuta a frase: Você já está bem grandinho. Não é mais criança. A saída é o quarto e depois o choro.
Depois desses se segue a primeira bomba na escola, amigos que se afastam e claro, o primeiro termino de namoro. Nossa, este último é o pior de todos, afinal, quem não passou por isso um dia irá, e lhe garanto, dói. E essa dor será única a tal ponto que por várias vezes você irá comparar futuras decepções a ela. Mas não, não se engane, você também terá piores, mas é que esta vai estar para sempre na sua memória.
Você cresce e enfrenta novas questões, entra em jogo o vestibular, formação, trabalho, dúvidas, contas, carreira, novos relacionamentos, IPTU, casamento, filhos, amigos, coisas pendentes... adaptação. Às vezes eu penso que adaptação de verdade será quando nascermos todos com um HD no lugar do cérebro e que ao longo da nossa vida, a princípio os pais e depois nós mesmos, poderíamos está formatando, atualizando e reconfigurando ao nosso próprio prazer e vontade.
Outro sonho, não há escapatória, temos que nos acostumar com as frustrações, temos que nos adaptar, não há outro jeito, ou há, mas que não merecem ser citados, pois sou daqueles que acredita que por mais que os erros que precedem as frustrações sejam chatos e nos causem desconfortos e talvez sofrimentos, são estes e/ou é exatamente este sentimento que ajuda a nos tornar quem realmente somos, principalmente diante dos problemas.
Pense, na rotina, no dia-a-dia, somos meros personagens. Somos o melhor professor, o aluno rebelde, o cult, o atleta ou o qualquer coisa. Personagens. Mas são diante dos problemas, das frustrações, é que percebemos quem realmente somos, a nossa sensibilidade e a capacidade de, em maior ou menor tempo, nos adaptamos a vida.


1 comentários:
'[...] afinal, quem não passou por isso um dia irá' - irá?
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